Gasolina cara é resultado de combinação de fatores. Política é só um deles

Economista aponta medidas que poderiam baratear o produto. A principal tem a ver com a política de preços da Petrobras

Reverberando

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No Brasil, é comum discussões importantes virarem briga política. Em vez de buscarem soluções para problemas que afetam a população, os envolvidos nessas disputas preferem fazer um jogo de empurra-empurra para atribuir alguma culpa a um adversário.

O exemplo do momento é o alto preço dos combustíveis, especialmente da gasolina. Existe algum culpado: presidente, governadores, tributos, mercado internacional? Em algumas discussões públicas, todos já foram apontados como responsáveis pelo descontrole de preço de um item tão consumido. Mas, não é bem assim.

O economista José Maria Ramos, convidado da edição 38 do Reverberando, transmitida ao vivo no YouTube, explica que se trata de um conjunto de fatores, com um peso muito significativo para o preço do barril do petróleo e para a política de precificação usada pela Petrobras há muitos anos e bem menor para a carga tributária que incide, atualmente, sobre os combustíveis, apesar de discursos políticos que tentam atribuir a essa tese uma relevância maior que tem na prática.

Privatizar a Petrobras resultaria em gasolina e demais combustíveis mais baratos que hoje? Para o professor Zé Maria, não. Ele acredita que a privatização da empresa não é interessante para o consumidor.

Assista ao Reverberando 38 e entenda por que estamos pagando tão caro pela gasolina: